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domingo, 11 de outubro de 2009

Cafundó - Filme vencedor de 17 prêmios

Cafundó - exibição de filme e debate em seguida, Faculdade de Letras/UFRJ


SINOPSE: Cafundó é inspirado em um personagem real saído das senzalas do século XIX. Um tropeiro, ex-escravo, deslumbrado com o mundo em transformação e desesperado para viver nele. Este choque leva-o ao fundo do poço. Derrotado, ele se abandona nos braços da inspiração, alucina-se, ilumina-se, é capaz de ver Deus. Uma visão em que se misturam a magia de suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã. Sua missão é ajudar o próximo. Ele se crê capaz de curar, e acaba curando. O triunfo da loucura da fé. Sua morte, nos anos 40, transforma-o numa das lendas que formou a alma brasileira e, até hoje, nas lojas de produtos religiosos, encontramos sua imagem, O Preto Velho João de Camargo.



Comentário: O filme traz a mensagem de que não deve haver preconceito: Deus é um só. É tudo, é o bem, é o mal - ou o que consideramos mal-, é a dor e sofrimento, pois tudo colabora para nossa evolução. Assim como o preto velho, todos temos vozes em nossas cabeças, sejam de amigos espirituais, anjos da guarda. Basta dar ouvidos à voz certa, a voz do bem. Um filme imperdível para todos aqueles de mente aberta e para os querem expandi-la.

Poucos sabem, mas a figura do Preto Velho que sempre vemos nas casas que vendem produtos de umbanda realmente existiu e simboliza o que João de Camargo representou: um líder religioso capaz de levar a fé a centenas de pessoa. Por isso, ele é idolatrado até hoje, especialmente na cidade de Sorocaba (SP), onde viveu. O longa-metragem Cafundó é uma crônica que desvenda a vida do líder religioso e o eleva a status de mito. O ex-escravo João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu no século 19. Após receber a alforria, João caiu num mundo completamente novo, cheio de desafios e perigos. Numa doutrina que mistura o cristianismo e sua cultura de raízes africanas, virou milagreiro. Idolatrado pelos moradores locais ao desenvolver um inexplicado poder de cura, João viveu para ajudar às pessoas ao seu redor e morreu precocemente, aos 40 anos, tornando-se uma das lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho. Estréia na direção do ator Paulo Betti ( Ed Mort ), ao lado do diretor de arte Clóvis Bueno, Cafundó não é de todo mal. Bem-dirigido, com fotografia, interpretações e direção de arte inspirados, o filme acaba se perdendo por conta do roteiro confuso (também assinado por Bueno). São muitos fatos e personagens que acabam perdendo-se na intenção de criar um retrato do enigmático protagonista. O filme gira em torno de sua figura, mas os acontecimentos contados são apresentados completamente fora da devida órbita. Por isso, é um filme confuso e cansativo, porém esteticamente bem desenvolvido. Filmado em 2003 no Paraná e São Paulo, Cafundó foi vencedor da edição de 2005 do Festival de Gramado, recebendo os Kikitos de Melhor Ator (Lázaro Ramos), Melhor Direção de Arte (Vera Hamburger), Melhor Direção de Fotografia (José Roberto Eliezer), Prêmio Especial do Júri e Prêmio Especial RGE (Rio Grande Energia) de Melhor Fotografia. E, mesmo assim, demorou para entrar em cartaz no circuito comercial, mostrando que o cinema brasileiro ainda não tem tanto espaço entre o público e os exibidores em seu próprio País.


Dica de Imagem - Rozi de Sá - Psicopedagoga
55 27 9867-9546.

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